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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Romper a rotina.

Eu gosto de rotinas. Gosto de saber o propósito dos dias. Gosto de encontrar furos para lazer no turbilhão da rotina. Gosto da pressão para cumprir horários. Gosto de planear os meus dias. Gosto ainda mais quando cumpro o que planeei. Gosto de aproveitar todos os segundos da vida e, por isso, não fujo da rotina, prefiro vivê-la prazerosamente. 

Acontece que estes primeiros dias do ano têm sido dias de descanso, dias para ganhar energia para tudo aquilo que agora começa a acontecer. Hoje, voltei à rotina. Voltei a acordar cedo, voltei a planear as metas a atingir neste dia. Ainda assim, não deixo de sonhar nem de ter tempo para tomar vagarosamente, o pequeno almoço na cama. Porque são estes poucos minutos que me enchem a alma de pura satisfação. Tu sabes, quando estás no caminho certo.




 



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Quem somos nós? #jesuischarlie

É a derradeira pergunta. 

É sorrateira e parece ter pouco ou nada para se ler nas entrelinhas. Enganam-se.

Saber quem somos extravasa o auto-conhecimento que, por si só, já é demasiado para um simples ser humano. Saber quem somos não é uma auto-crítica àquilo que fizemos de errado, àquilo que nos esquecemos de fazer, às desculpas que ficaram por aceitar ou às oportunidades que deixámos ir. Saber quem somos é profundo. É intenso.

Saber quem somos é, manifestamente, necessário para a história do Mundo. Para a continuidade da humanidade.

Ontem, duvidei, com todas as minhas forças se em algum momento da minha vida conheceria um mundo verdadeiramente humano. Duvidei se, por um segundo, podia descansar e confiar nos outros, nas suas escolhas e crer que, no fim, tudo daria certo. 

Ontem foi um dia especial para o mundo. Foi o dia em que nos apercebemos que nos encontramos no último degrau da escada e que o próximo passo marca o fim. Ontem, senti não haver esperança. 

Ontem foi um dia especial para o mundo. Foi o dia em que 12 jornalistas morreram. Morreram porque a intolerância venceu mais uma vez, porque a liberdade de expressão tem, no nosso mundo, um preço a pagar.

Ontem foi um dia especial para o mundo. Foi o dia em que milhões de pessoas se uniram. Se uniram contra o terror, contra o preconceito, contra a guerra religiosa e contra a escuridão.

Eu, sigo a longa caminhada juntamente com esses milhões de pessoas e espero contribuir, como um grão de areia na praia, para mudar a história da humanidade. Para confiar. Para confiar...




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Já não há quem viva neste país.

Eu adoro Portugal. A nossa cultura é riquíssima nas mais diversas áreas: gastronomia, arte, língua, desporto e tantas outras mais. De um país com tamanha pequenez territorial, têm resultado grandes projectos levados a cabo pelos nossos jovens empreendedores. E isto realiza-me, faz-me querer dar o melhor de mim cá dentro, contribuindo para o desenvolvimento económico, social e cultural do nosso Portugal. Mas depois, eis que acontece a autêntica história de terror, sim, porque sempre ouvi dizer que uma desgraça nunca vem só.  Vem a polémica dos vistos gold, vem a demissão do Ministro da Administração Interna e vem, ora que já cá faltava, a desvirtude do Sócrates. Esta última, fez-me perder réstia de esperança na luz ao fundo do túnel para a política (corrupta, entenda-se) que comanda o nosso país. Até ao desenrolar do processo e, sendo que, até prova em contrário, o zézinho continua inocente, vou esperar que o meu discernimento jurídico não colapse. Eu nunca esperei tamanha revelação vinda do Ex-ministro José Sócrates e sim, eu pertencia àquele, não extenso, grupo que o apoiava e que apreciava muitas das medidas por ele tomadas. Porém, já dizia a minha avózinha, quem vê caras não vê corações e aqui está o resultado quando a coisa dá para o torto. Mas agora, focando-me naquilo que realmente releva para a conclusão desta crónica, espreitemos o impacto que tais desvarios têm tido na projecção internacional do nosso país. 

"Mas isso é assim tão importante?", perguntam-me. 


Pois claro que sim! Hoje em dia já ninguém se governa sozinho, a aspiração à auto-suficiência já morreu com o Salazar, e aquilo que "os outros" pensam de nós é merecedor de reparo. Qualquer dia vamos até Londres, descansadinhos da vida passar uns dias e damos por nós rotulados sei lá eu de quê, pior que os alemães e o nazismo ou os suíços exterminadores. Fora as polítiquices é uma questão de honra, meus caros. Honra é a palavra que foi expulsa deste século. A transparência (melhor, a falta dela) dos dinheiros públicos que, friso, são de todos nós, contribuintes, não devia andar aí nas bocas do mundo pelos motivos mencionados.
Termino, tristemente, dizendo que todo o interesse que a política me despertava, se perde, de dia para dia. Isto que hoje temos, não é mais que a vergonha de gerações e gerações que tanto lutaram por alcançar a democracia, quase acabada pelas gentes deste presente enublado.



Actualização: a prisão preventiva de Sócrates... (longo suspiro) Já não dá para confiar no mundo.

sábado, 22 de novembro de 2014

O mundo ao contrário.

Post escrito ontem, na viagem de comboio de regresso a casa:

"O mundo hoje é dominado por uma multiplicidade interminável de filas.

Eu preciso de ir aos correios estou na fila, nas finanças nem se fala. E nos hospitais? E para comprar os bilhetes da última estreia no cinema? E a fila do supermercado? E a fila para atestar o carro? 

Podia prolongar eternamente esta enumeração mas, hoje, venho aqui falar sobre uma fila, em particular: a da entrada no comboio ou no metro. 

Esta é uma realidade com que me deparo todos os dias e, estando a escrever estas coisas ainda dentro do comboio, imagine-se que a coisa vai sair meio a quente. O problema na entrada nos transportes não é o número interminável de pessoas na fila, o problema é, exactamente, o de não haver fila. Eu sei perfeitamente que o número de portas do comboio não é vasto e que as pessoas se dispersam pelo cais até que o dito cujo apareça. E até reconheço que não seja fácil ir trinta minutos de pé enquanto se pode arranjar um lugarzinho de ouro, para o meio da carruagem, onde nos possamos sentar depois de um dia imenso de trabalho, mesmo que no estilo sardinha-em-lata. Mas existem alguns companheiros de viagem, chamemos-lhes assim, que, ainda não estando a soar o aviso sonoro da chegada do comboio já se levantaram,  vendo-os eu, no meu lugar sentado, de olhos fixos no lugar onde surgirá não o comboio mas a porta, a porta, meus caros, por onde irão, garanto-vos, entrar em primeiro ou segundo lugar (mais do que isso nunca!). Então e se houverem mais pessoas à frente, formando uma espécie atípica de fila? Não tem problema nenhum! Temos pernas e braços e bora lá afastar o pessoal, empurrar e arrastar, isto tudo acompanhado de permanentes boquinhas do tipo "Se não andas, deixa andar"ou "Nem a minha avó!" e outras mais dentro da mesma linha artística.

E lá vão eles felizes da vida, a empurrar porta a dentro, continuam no mesmo género na subida ou descida das escadinhas do interior do comboio e eis que chegam à verdadeira meta: um lugarzinho no meio de 3 pessoas atestadas de sacos e bolsinhas e ainda por cima no sentido contrário ao do andamento do comboio! Isto sim, objectivo mais do que cumprido, ah! 

Eu, no meio da minha acalmia e serenidade, junto às restantes pazes de alma que me acompanham no longo caminho da descoberta de paciência para estes seres impiedosos, lá nos deixamos ali estar a ver aquele cenário e resignamo-nos a ficar em pé ou a sentarmo-nos nas escadas. Mas olhem que desta feita, seus zés manéis e marias, eu vou a escrever, sentada e bem sentadinha, de perninhas esticadas e, importante, no sentido do andamento do comboio! E sabem como? Porque depois de esperar pela minha vez para entrar, houve uma senhora que se levantou porque sairia na próxima paragem e, educadamente, me cedeu o lugar. 

Há uma linha muito ténue que separa o isto do aquilo. No fim, vamos todos sentados e não era preciso a sessão de boxe que todos os dias presencio, nos desvarios do mundo novo onde a pressa é, decididamente, inimiga da perfeição e, sobretudo, do bom senso."

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Oh God, It´s Friday!

É quase unânime que a sexta-feira é o dia mundial dos sorrisos. Toda a gente está feliz à sexta. Toda a gente está a morrer na segunda... Quanto mais cedo chega a sexta, mais cedo a maldita da segunda volta... Enquanto ela não regressa, concentre-mo-nos em aproveitar ao máximo estes dias que não são marcados com o pulsar da rotina semanal. 

Aproveito sempre a sexta para pôr coisas em ordem, tenho trabalhos para acabar e outras coisas para adiantar, quase tudo no plano da minha querida Faculdade de Direito. Vou sempre treinar de manhã, mas à sexta há treino extra com o meu menino, por isso, lá para a noitinha lá vamos nós. Depois vem a parte de fazer o jantar e, inexplicavelmente, é sempre à sexta que invento uma qualquer receita nova, daquelas demoradas e me deixo ficar a dar miminhos à mana no sofá, enquanto a comida cozinha. Também é à sexta que, depois do jantar, vou ao cinema com o A, ou então até Sesimbra tomar café. Também é à sexta que ficamos até de madrugada a falar de mil e uma coisas, dentro do carro, à porta da minha casa.

A sexta é um dia extremamente rico. Sem um intervalo que permita grandes deambulações ou indecisões. É o dia em que se prepara o fim-de-semana, em que se arrumam as ideias para, durante dois dias, darmos alguma folga ao nosso corpo, que anda sempre tão massacrado. 

Eu, definitivamente, adoro sextas, sobretudo, por ser o Dia dos dias, aquele em que se define o que os restantes nos irão trazer. É a entrada no admirável mundo novo da liberdade de 3 horas e picos, no Sábado e Domingo, nos intervalos do estudo ou do trabalho. E que essas momentos de liberdade sejam sempre aproveitados da melhor forma. São os pedacinhos pequenos da vida que nos preenchem, sobretudo no meio dos dias atribulados.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O valor do dinheiro

Tenho muita dificuldade em falar sobre dinheiro. 

Essa dificuldade surge no facto de permanentemente me questionar relativamente ao surgimento disto a que, hoje, chamamos de "sociedade". Esta coisa artificial, naturalmente criada pela Homem. Este artifício que nos estandardizou e nos roubou aquela genuinidade característica de tempos demasiado recuados. 

Este artifício que não podia deixar de existir. E pronto, aconteceu o inevitável: eram precisas alternativas as trocas de géneros e apareceu o mini monstrinho - o dinheiro.

O dinheiro é um bicho feio e mau que dá cabo do mundo. Dá cabo da vida das pessoas que não o têm e das que o têm em excesso. O dinheiro faz as pessoas chorarem sem parar quase sempre e rirem em momentos muito pontuais, naqueles dias (raros) em que o ordenado não é  o pior de sempre e sentimos que a nossa conta até tem uns dígitos engraçados que dão para, sei lá, comprar duas t-shirt´s (nos saldos, claro) ou então para ir jantar um dia fora (ao restaurante rasca, óbvio).

Toda a gente trabalha à espera do dinheiro. Daquele que quase nunca chega a tempo e horas.Ah, sim, esqueci-me de dizer que o dinheiro não é pontual, nem tão pouco assíduo. 

Por isto tudo, o dinheiro merecia ser despedido de vez. De vez da vida das pessoas que deixam de viver por causa do dinheiro. Questiono tantas vezes o velhinho ditado do "Dinheiro não trás felicidade!". Mentira. Grande mentira. O dinheiro traz sim felicidade, porque é o dinheiro que permite dar de comer aos nossos, que permite pagar o tecto onde nos deitamos debaixo todas as noites, é o dinheiro que nos permites um ou outro prazer singelo, que nos puxam para fora do stress do dia-a-dia (que se deve também ao dinheiro, permitam-me acrescentar!). 

Se há algum dinheiro que para mim pague uma manhã ao Sol a ler um bom livro? Não. Que pague o prazer de  ouvir as melhores canções do Zeca Afonso, enquanto me refresco com uma limonada no jardim? Não. Que pague um dia inteirinho na praia a ouvir a maresia e a coleccionar conchas? Não. Que pague as gargalhadas do meu amor pequenino enquanto lhe conto uma história qualquer, inventada à pressão? Não.

Mas o dinheiro faz falta na mesma. Não é tudo, mas é imprescindível para que consigamos viver em pleno, viver felizes.

Raios partam o dinheiro que, cá para mim, éramos muito mais felizes a trocar 1kg de batatas por 1kg de farinha e por aí a fora, ai  não que não éramos!


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Para a Ná.

"Admiro-te tanto.

Admiro tanto a doçura da tua voz que sempre me fez sentir reconfortada;
Admiro tanto a força que carregas em ti, todos os dias;
Admiro tanto o ser humano extraordinário que és;
Admiro tanto a forma como vives a vida e o carinho que transportas nas tuas acções;

Admiro-te tanto.

Porque há coisas que não mudam, que guardamos para sempre e que nos enriquecem como seres humanos. Há momentos que nos ficam guardados na memória, nas memórias da infância e tenho tantos contigo. É tão bom lembrar. Temos muitos momentos ainda para coleccionar juntas e acredito que ainda mais ricos, ainda mais felizes, ainda mais intensamente vividos do que os de outrora. Não sei se alguma vez te disse, mas amo de paixão a profissão que decidiste seguir para a vida, a profissão que leva a palavra ao mundo, que permite trazer a felicidade a tanta, tanta gente. E tu és linda, só podias ter um papel destes para desempenhar, exactamente à tua medida. Eu sei que vais cumprir todos os objectivos que delimitas-te, porque o empenho e a dedicação são recompensados, agora mesmo. Que a vida te traga tudo de bom.

Tenho tanto orgulho em ti.

Um beijo enorme de quem gosta de ti daqui à lua,

Prima Inês 

domingo, 11 de maio de 2014

Estudar. Direito.

Estudar Direito não é exactamente um antónimo de estudar torto...
Estudar Direito, não é, necessariamente, decorar um bilião de leis como todos pensam.

O curso de Direito é difícil, é muito difícil. Mas não podia ser de outra forma! É suposto que o curso nos ponha à prova relativamente a certas situações que, na vida real, se complicarão ainda mais. Um estudante de Direito tem de estar preparado para tudo aquilo que a sociedade lhe possa vir a oferecer. É fácil? Não.

Há alguma coisa fácil hoje?

Estudar Direito é cada vez mais estereotipado.

"Os estudantes de Direito são a nata da sociedade portuguesa." É uma frase reproduzida paulatinamente nos corredores da Faculdade, com a qual, deixem-me dizer-vos, não concordo em absoluto. É tão redundante que chego a temer entender o seu real significado. Se reduzíssemos a nata da sociedade portuguesa a estudantes de uma única área disciplinar reduziríamos a essência de um povo a isso mesmo, reduziríamos a chance de sermos bons multi-disciplinarmente. Se quando falam em nata se referem aos políticos, aos altos cargos públicos ou privados, ocupados essencialmente por Doutores em Direito, deixem-me dizer-vos que sem os Engenheiros, os Mecânicos, os Arquitectos, os Pintores, os Pescadores, os Carpinteiros, os Varredores de Rua não estariam lá, a sociedade é o produto de um sem número de esforços conjuntos. A nata da sociedade tem de significar mais, muito mais do que esse estereótipo que se alimenta todos os dias. O pior, é que as novas gerações de juristas abraçam esta expressão quase religiosamente. Vivem para isto.

Isto entristece-me.  Mas melhor, desde a primeira aula na Faculdade, sei que o nosso curso não procura a Justiça mas sim o bem-estar social, propiciado pela resolução de conflitos da forma mais harmoniosa possível, com vista ao bem comum. Treta. E a Justiça? Eu estudo numa Faculdade que abraço de coração, mas não posso consignar-me àquilo que por lá se vai perpetuando...Eu estudo Direito porque quero contribuir, como um grão de areia na praia, para que haja mais JUSTIÇA.

E eu, eu assusto-me com isso. Com este convencimento de quem me rodeia de que a Justiça nunca existirá. Até pode ser verdade, mas para mim não faz sentido estudar Direito sem pensar que um dia chegaremos lá bem perto. Quase, quase a chegar.

Na realidade, eu estudo Direito porque amo de paixão tudo o que o Direito significa em todas as suas acepções e estudo, essencialmente, com a ideia de que um dia será possível contribuir para um Portugal melhor, mais justo, mais solidário, sobretudo mais completo.

A Justiça é aquele tipo de ideia meia dissimulada de que todos falam, mas que ninguém sabe bem explicar o que é. Eu tenho a minha concepção, mais ou menos rigorosa, é a minha. Sei que quero contribuir para a diluição de certas ideias pré-concebidas que se difundem por mentes mais fechadas ou mesmo retrogradas. 

Quero dizer-vos que estudar Direito é para mim um privilégio. Não tenciono vir a ser chamada de Doutora, porque para mim os únicos Doutores que existem são os médicos, como diz o meu pai. Se o fizerem é culpa do hábito, das raízes que se criaram no nosso país, "um país de Doutores". É verdade, um país de Doutores que enchem os centros de emprego, porque somos um país desequilibrado neste sentido, sem estruturas para albergar um sem número de licenciados que sofre no silêncio, ao ter de partir ou ao deixar para trás uma formação porque lutaram anos a fio... Viva ao nosso país, que me custa pensar em abandonar, que desilude, e faz doer o peito. 

(E sim, viva ao Direito e essencialmente ao prazer que me dá ser estudante de Direito.)

sábado, 10 de maio de 2014

#Crónica aos dias de hoje

Faz parte da rotina diária ir sentada no metro a ler o jornal, a ler as "gordas", porque o caminho não dá para mais. Leio de tudo um pouco, até porque os jornais de distribuição gratuita primam por isso mesmo, alcançar o maior número possível de públicos-alvo, através de uma espécie de "mixórdia de temáticas" versão jornaleira. Há dias em que verdadeiramente me decepciono com coisas que leio, sinto que o pormenor, o detalhe da escrita de outrora se tende a perder, de dia para dia... Leio crónicas que não raras vezes exploram realidades forçadas pelo próprio escritor, pago para "dizer umas coisas". Falta o brio. Falta, essencialmente, a paixão pela escrita. Diluem-se estas memórias cinzentas quando leio coisas verdadeiras e penso que, no meio de tanta gente que escreve hoje, existem verdadeiros artistas, verdadeiros escritores. Porque contínuo a ser daquelas pessoas que interpreta o verbo "ler" o jornal no sentido de folhear as páginas grandes, com cheiro intenso a papel, com títulos enormes, com fotografias de grandes planos, sem ser de tablet  na mão. Eu sou mesmo à moda antiga. Gosto das coisas pequenas e, essencialmente, gosto que se preservem as boas tradições, porque qualquer dia, o mundo fica-se por aqui...

(Sou uma velha.)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Novas coisas.

Eu gosto de comida. De cozinhar. De inventar. Eu gosto de comer. Gosto de beber. Gosto de raspar a forma do bolo, junto com o A. Gosto mesmo. Gosto de fotografar comida. Assim num estilo clean, bem à minha maneira. Não sou vegetariana mas, há uns tempos já longos, tomei a decisão de deixar de comer carne. Foi uma decisão que passou a fazer todo o sentido na minha vida. Falo disso depois.

terça-feira, 15 de abril de 2014

recado

Ah, esqueci-me de dizer.

Eu não sou vegetariana, mas deixei de comer carne há uns tempos. Foi uma decisão com significado para mim de que falarei depois. Mas adianto que, me sinto mais conectada, ligada ao mundo, a coisas que  me pareciam efémeras e que agora despertam mais e mais em mim...

É bom.

sábado, 12 de abril de 2014

Não está direito amor, mas é bom.

"Ás vezes dizes que nao dou carinho que nao ja nao sinto  mesmo por ti, as vezes gritas e mandas vir, mas eu continuo a fzer o mesmo, as vezes choras e quase mas quase cais mas eu vou estou lá. sim eu estou lá e estarei sempre lá quando precisares de mim, estou lá quando dizes que nao gosto de ti, tens razão nao gosto, eu amo te tens razão nao sinto o mesmo por ti, porque o meu amor por ti todos os dias cresce mais, as vezes gritas e mandas vir porque eu continuo a fazer o mesmo, mas tu sabes que que iras sempre fazer isso, pois eu sou assim, sou diferente, sou o homem que te ama, sou o homem que deseja um dia estar a teu lado quando acordares e dizer te, bom dia meu amor, sou o homem que nao aprende num dia mas sim aprende ao longo dos tempos vou aprendo, nao só com a minha experiencia de vida mas tambem com as nossas conversas filosoficas numa viagem ate ao centro comercial ou naqueles dias de praia que tu dizes vamos conversar, e sim conversamos, conversamos sobre tudo de socrates a passar pela manicure, nos falamos de tudo, nos artilhamos tudo.
E é por isso meu amor que hoje te escrevo aqui no teu blog, nao escrevo para me gabar, mas sim apenas para te dizer que es a mulher que eu sempre sonhei ter a meu lado. Enfim posso ser isto e aquilo, mas na realidade sou apenas uma coisa, o homem que mais te ama"



Por ele. Para mim. Com muito, muito amor.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Secalhar sim

Secalhar até é bom cair mesmo bem lá no fundo.

Secalhar sim.
Secalhar não.

Porque às vezes parece que nos habituamos a cair e depois pronto, já não interessa onde, como, porquê. Habituamo-nos, a queda, já parece sempre a mesma. "Caio, dói, levanto-me, caio de novo." Que ciclo. Que des-ciclo.  Chega de devaneios, porque a verdade, verdadinha, é que hoje caí à grande. Doeu tanto mas tanto. E não é que me levantei!? Agora vamos ver se não caio outra vez, pela mesmíssima razão, assim só porque doeu tanto que não sei se seria capaz de repetir a proeza de me levantar de novo. Enfim.

Vou até ali, garantir que não caio. Vou sim senhor, porque se há coisa que já aprendi é que se não fores tu a amparar a queda não se chega ninguém ao pé.

Ficamos assim, num "Faz-te à vida!".



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Expectativas

Tenho tantas e tão poucas. Vejo os meus horizontes a crescer cada vez mais, a sair de mim, a levar-me consigo, a ultrapassar o que criei, a redefinir-me.

Tenho a esperança que queiram que ajude, porque sei que tenho tanto para dar, tanto para dar aos que mais precisam de receber, quero tanto aconchegar-lhes o coração com o amor que tenho em mim. Quero tanto tanto.

Nunca deixem de ajudar os mais fracos e indefesos que partilham do mesmo bocado de Terra que nós, que são seres dignos dos mesmos direitos que nós somos. Façamos Justiça! Ai que povo esquecido, ergo-me ao lado dos que reclamam a mudança, sou um grão de areia na praia que um dia fará parte de um castelo de um pequenino que brinque.

Sinto que o meu reflexo já não mais me pertence, mas pertence àqueles a que quero dar-me. Quero dar o que sou. Que desejo inquietante que carrego em mim. Chamem-me.

Sinto uma vontade imensa de deitar fora a plasticidade que me tem caracterizado e de mostrar o que verdadeiramente sou. Sabe bem ser, mas sabe melhor ainda viver livre de barreiras e máscaras que me obstruem a essência.

Pior do que querer mudar é não saber como. Estou aqui sentada, a escrever, tenho ao lado deveres que me obrigam a fixar os olhos em coisas que não gosto, os ouvidos em frases que me desatinam, o nariz em cheiros que me enjoam... Tão perto está o lindo livro que quero ler, está o mar, o vento e a chuva que queria que me batessem na cara, está um estilo de vida, uma aparência que quero mudar. Estou tão perto de tudo e em simultâneo tão longe. Já não há ninguém a meu lado que me bata palmadinhas nas costas e que me diga por onde devo seguir. Agora é o meu turno, só eu sei ou saberei o quê e como fazer. Dói-me o coração e mais ainda a alma. A minha sensibilidade para a superficialidade acabou. Hoje é o dia dos dias, porque acredito que seja o meu dia, aquele que um dia haveria de chegar, mesmo que eu achasse que não seria hoje. Agora é comigo.


Vou até ali fazer qualquer coisa com a vida. Até logo.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Crónica ao Natal




Não sei porque ficou um vazio tão grande este ano, mas ficou. Ficou guardado no meu coração a jeito de mágoa. Parecia que estava tudo certo, direito, conforme. Enganei-me. Faltou qualquer coisa. Qualquer coisa enorme para encher o meu coração, para espantar a tristeza. Passou-se o Natal. 
Parecendo que não, o Natal é uma das alturas do ano mais introspectivas, é aqui que, falando por experiência própria, faço um balanço das prioridades, alinho escolhas futuras, perspectivo novos ares que quero percorrer, revejo o  conceito de família. Esta base tão importante mas que às vezes nos trai... Não deixo de amar por isso, não deixo de guardar em mim o desejo de um abraço de mãe sentido, um beijo de pai vindo do coração, guardo em mim para que um dia cheguem e me encham o  coração. Foi isso que faltou no meu Natal. O carinho, o colo do pai e da mãe, que se foram, espero que não irreversivelmente. Marcaram-me a alma com a necessidade da mudança estampada na linha da frente, porque às vezes a frieza faz algum sentido. Menos quando se fala do colo da mãe e do pai, que eu preferia ter tido invés da necessidade de mudança. Podem abraçar-me que eu não fujo. Não tenham medo. Eu ia gostar, podem crer na minha palavra. Talvez um dia... 

Agora vou tratar de mudar e traçar a minha agenda, afinal, continuou à espera do colo, mas a vida não pára, e tenho de ser eu a enfrentá-la, sem o amparo do pai e da mãe.


Feliz Natal.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Actualização







A Faculdade é tão lixada. Se eu não quisesse tanto, tanto, tanto, já tinha desistido. Mas quero muito mesmo. Vou dar tudo de mim, apesar de precisar de tempo para não fazer nada, já para não falar da minha tendência natural para a procrastinação... Enfim, coisas que passam. Eu hei de mostrar que consigo. É isso, e é a minha batalha vida saudável, vida feliz, guerra para a vida, a bandeira nunca deixará de estar içada. Há dias melhores, dias piores, nada de ultrapassável atendendo à inevitável condição do ser humano. Vou começar por aqui uma espécie de diário motivacional, realístico, auto-motivador. Faz-me falta, agora. Os beijinhos dos namorado às vezes não são suficientes. Preciso de mostrar-vos que consigo. Assim sendo, vamos a isto! 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Porque é uma questão de comer bem e mexer, mexer sem parar

Também, mas não só! É uma questão de atender ao psíquico, de não nos deixarmos levar pelos problemas, pelo tempo apertado que joga contrariamente todo o novo dia, é uma questão de nos focarmos e de mostrarmos que somos capazes. Que somos capazes de quê? De ser saudáveis, de fazer exercício, de organizar o estudo, de fazer programas culturais divertidos, de nos apercebermos de quem somos, do que queremos. Ser saudável é muito mais que comer bem e exercitar, é um estilo de vida, é uma crença. É acreditarmos que a nossa vida pode seguir um rumo que nos trará bastante satisfação, prazer, vontade de keep going.  É olhar para o mundo e sorrir, é plantar alfaces no jardim, é estudar direitinho e parar a meio da tarde para ver o mar, é correr no pontão a levar com a brisa da maresia no lusco fusco, é sentir o cheirinho a maçã e canela a evadir a casa depois da nossa receita de bolachinhas integrais ter sido experimentada. Ser saudável é, no fundo, partilhar com o mundo a melhor forma de viver descoberta até hoje. Não é olhar para a balança todos os dias e suspirar de desilusão, não é chegar a casa e atrafulharmo-nos de chocolate e pão quente com manteiga, não é deixar os ténis atrás da porta "para um dia mais tarde", não é deixar os estudos para o fim-de-semana e passar o resto dos dias a fingir fazer algo, não é arranjar desculpas para não vestir uma camisola, porque descaradamente sabemos que não nos fica bem porque por e simplesmente não temos sido saudáveis! Já para não falar da saúde! A saúde é o bem mais precioso que temos, não estou para aqui a falar do colesterol, dos diabetes, entre outros problemas, estou a falar da preocupação que deveríamos ter com aquilo que somos, com aquilo que foi posto no mundo para dar o melhor de si. Fogo! Temos de abrir os olhos, arranjar inspiração, nós merecemos ser felizes, nós merecemos viver em pleno, depende de nós abdicar desse direito que nos foi dado assim que nascemos. Eu, como futura advogada, I hope, futura mum, I hope, futura esposa, I hope, futura healthy womam, quero aproveitar aquilo que me é oferecido de mão beijada, todos os dias.

Foi só um desabafo, porque às vezes farto-me de ser eu. 
Às vezes gostava mesmo de não ter nascido assim, de não me chamar Inês Marques, e de ter uma vida sem problemas. Mas depois lembro-me que toda a gente tem problemas. Se eu não tivesse estes, teria outros. E porque é que há pessoas que vencem? Porque usaram em pleno os direitos que lhes foram dados. Eu vou usar o primeiro: o direito de ser feliz.


domingo, 27 de outubro de 2013

Vivi.

Eu: "Porque não chega dizeres mil vezes o mesmo, porque não chega tentares fazer com que perceba, porque não chega falares-me da tua experiência de vida, porque não chega ficares abatido e sentires-te incapaz por não me conseguires mostrar... Porque só aprendo, só percebo o que me dizes, quando passo pelo mesmo."

Ele:"Amor, a isso chama-se viver."

Porque sem dúvida, as conversas que temos são um poço de revitalização, são um sem fim de ideais de vida, são uma colectânea de amor misturado com aspiração de conhecer, são o que me guia. São isto. 

Acredito que os dias tristes aparecem por uma qualquer razão. Acho que entendi a minha. Ontem. Vivi.